Visão
Ao final do curso o aluno será capaz de compreender
os conceitos gerais de análise de viabilidade e integração de projetos
aproximando a teoria e a prática.
o
Viabilidade Econômico-Financeira de Projetos
o
Conceitos de Análise de Investimentos
o
Métodos de Avaliação de Investimentos
o
Análise de Investimentos sob Incerteza
o
Ferramentas de apoio para Estudo de Viabilidade
Econômica dos Projetos
Valores
Exercer com honra e dignidade a nossa nobre
profissão. Que o trabalho, a eficiência e a honestidade sejam a inspiração em
nossa vida profissional, para que sejam nosso nome e nossa arte respeitados
entre os homens.
“Quem
se apaixona pela prática sem a teoria é como um timoneiro, que ao embarcar em
um navio, sabe como ir embora, mas não sabe aonde vai chegar.”
Leonardo Da Vinci, Século XV
Introdução
Aqui resumidamente se apresentam conceitos
e indicações de obras onde você poderá buscar e aprofundar conhecimento, sendo assim
este material tem o intuito de ser um guia e não se abstém de equívocos que são
de absoluta e inteira responsabilidade do autor.
Na busca de partilhar com os
colgas erros e acertos cometidos ao longo de quase duas décadas trabalhando em
projetos, procuro superar os velhos paradigmas do mundo acadêmico para que seja
levado à discussão e questionado velhos hábitos profissionais. Sendo que o
início de toda e qualquer atividade se dá pela realização de um projeto que por
definição tem escopo exclusivo, data para iniciar e para terminar. A grande
questão por trás deste material é fazer que o aluno pudesse questionar e também
pudesse questionar o sistema, ou melhor, o projeto em que está ou esteve de
algum modo inserido.
Primeiramente, gostaria que você
se questionasse se realmente acredita na necessidade de medir resultados em
projetos. Acredito que a sua resposta seria: É óbvio que acredito! Pois bem, daí
nasce questões que você deveria se interessar. Citarei apenas quatro, todavia
acredito que existam muitas variáveis, dependendo do segmento e da complexidade
dos projetos em que você esteja inserido.
1. Você utiliza os dados fornecidos pela
contabilidade ou pela controladoria para te proporcionar um feedback consistente
sobre aquilo que havia planejado ou simplesmente os vê como dados que não
servem para nada daquilo que você realmente deve produzir com o seu projeto?
2. Você conhece bem os critérios que são utilizados
para se atingir as metas estabelecidas?
3. Você utiliza sistemas informatizados que
“vestem” os seus processos ou são os seus processos que “vestem” os sistemas
informatizados adquiridos pela empresa?
4. Você pessoalmente se envolve ou se apoia nos
analistas de recursos humanos para ter contato com a equipe do teu projeto,
isto quer dizer os funcionários da sua empresa, os seus fornecedores, os seus
clientes e os acionistas ou patrocinadores? Lembre-se uma empresa não existe
sem pessoas.
Aproveito para citar uma frase
lida no livro Criando uma Organização Dirigida por Valores de Richard Barrett:
“Empresas não mudam, são as pessoas que mudam as empresas.”
“Nas últimas décadas, o mundo tem passado por
profundas e aceleradas transformações sociais e econômicas, influenciadas
principalmente pelas – consequências da globalização, das redefinições
geopolíticas e do avanço científico. Prahalad e Ramaswamy (2004) consideram esse
movimento uma transformação produnda e silenciosa da sociedade:
Ao mesmo tempo, a
competição intensifica-se e as margens de lucro encolhem. Os gestores não mais
podem concentrar-se exclusivamente nos custos, na qualidade dos produtos e
processos, na velocidade e na eficiência. Para alcançar crescimento lucrativo
também devem buscar novas fontes de inovação e criatividade (PRAHALAD;
RAMASWAMY, 2004).
Uma Pesquisa global divulgada
pela consultoria PwC confirma o que vem sendo observado no mercado, em que a preocupação
em inovar faz parte das conversas executivas. Dos 264 presidentes de empresas
ouvidos pela PwC no mundo todo em maio de 2013, 97% consideram prioridade
investir em inovação.
Segundo esse levantamento, a
Ásia-Pacífico e a América do Norte detêm a maior preocupação quanto à inovação.
Nessas regiões, todos os presidentes entrevistados disseram que essa é uma área
importante em suas empresas.
A agilidade, a facilidade de
adaptação e a capacidade de oferecer novos produtos e serviços tornam-se vantagens
competitivas importantes e, em alguns casos, pré-requisitos para a
sobrevivência das empresas aptas a navegar na complexidade do ambiente de
negócios e da natureza dos projetos. Para Porter (1993), as empresas não terão êxito se não baseiam suas estratégias na melhoria
e na inovação, numa disposição de competir e no conhecimento realista de seu
ambiente. Segundo estudo (PULSE OF THE PROFESSION IN-DEPTH REPORT, 2012),
as práticas de gerenciamento, características de organizações ágeis, têm
possibilitado que essas organizações atinjam resultados 60% positivos frente
aos 27% das demais empresas nas suas iniciativas inovadoras. Esse mesmo estudo
indica que os principais caminhos para aperfeiçoar a agilidade da organização
passam por implementar melhores práticas de gestão de mudanças, gestão de
riscos e pela padronização das práticas de gestão de portfólio e de projetos.
Inovação não é um tema novo nas organizações,
particularmente nas que dependem fortemente de setores de pesquisa,
desenvolvimento e inovação para crescerem ou mesmo se manterem no mercado.
Contudo o crescimento das oportunidades por um lado e da competitividade do
mercado por outro levam as organizações a repensarem suas abordagens, visando
amplificar o impacto junto aos clientes, reduzir o ciclo de vida do
desenvolvimento e otimizar os investimentos necessários.” Revista Mundo Project Management, Jun &
Jul / 2014
Conceitos
Receita
Em termos contábeis, é a soma de todos os valores recebidos em
dado espaço de tempo (um dia, um mês, um ano). Numa epresa comercial, a receita
é formada pelas vendas à vista, pela parte recebida referente às vendas a
crédito e pelos eventuais rendimentos de aplicações financeiras. No orçamento
público, receita é a soma das arrecadações de impostos, taxas contribuições,
multas etc. Os rendimentos de fonte certa compõem a receita ordinária, enquanto
os incertos ou eventuais formam a receita extraordinária.
Imposto s/Vendas
Valores pagos obrigatoriamente ao Estado e que devem reverter à
coletividade sob forma de produtos e serviços de interesse geral como:
transporte, educação, as’ude, segurança etc.
Custos
Os custos podem ser classificados de diversas maneiras, de
acordo com sua finalidade.
Custos Fixos
Custos fixos são aqueles que não sofrem alteração de valor em
caso de aumento ou diminuição da produção. Independem, portanto, do nível de
atividade, conhecidos também como custo de estrutura.
Exemplos:
# Limpeza e Conservação
# Aluguéis de Equipamentos e Instalações
# Salários da Administração
# Segurança e Vigilância
Possíveis variações na produção não irão afetar os gastos
acima, que já estão com seus valores fixados. Por isso chamamos de custos
fixos.
Custos Variáveis
Classificamos como custos variáveis aqueles que variam
proporcionalmente de acordo com o nível de produção ou atividades. Seus valores
dependem diretamente do volume produzido ou volume de vendas efetivado num
determinado período.
Exemplos:
# Salário dos operários (mão-de-obra direta)
# Matérias-Primas
# Comissões de Vendas
# Insumos produtivos (Água, Energia)
Margem de contribuição
É a diferença entre o preço de venda de um produto e seu custo
variável. Isto é, cada real da margem contribui para a cobertura dos custos
fixos, os quais dependendo do volume de vendas, podem ser ultrapassados, sendo
gerados, nesse caso, lucros à empresa.
Despesas administrativas e comerciais
Administrativas – que decorrem do esforço desenvolvido pela
empresa no sentido de cumprir eficazmente as suas funções administrativas de
planejamento, organização e controle.
Comerciais – que resultam da atividade que a empresa desenvolve
com o objetivo de colocar mercadorias e serviços ao alcance do consumidor,
influenciando, ao mesmo tempo, as suas decisões de compra.
Lucro operacional
Lucro decorrente das operações produtivas de uma empresa. Os
lucros não-operacionais são geralmente devidos aos ganhos financeiros - por
aplicação de recursos no mercado financeiro - durante um determinado exercício.
EBITDA
A sigla EBITDA corresponde ao nome em inglês “Earning Before
Interests, Taxes, Depreciation and Amortization”. Em português, significa
“Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização”, também conhecido
como LAJIDA. É um conceito de geração bruta operacional de lucro. Não
considerando resultados não-operacionais e adiciona ao Lucro Operacional as
depreciações e amortizações.
Em resumo, o Ebitda é o Lucro Operacional mais as depreciações
e amortizações.
O EBITDA foi criado com a finalidade de mostrar aos acionistas
e investidores o potencial de geração de caixa de uma empresa e o potencial de
um negócio. Esse índice busca espelhar o montante de recursos financeiros
gerado pelos ativos operacionais, ou melhor, em outras palavras procura mostrar
que se o negócio explorado pela empresa é lucrativo ou não.
Esse índice vem sendo cada vez mais utilizado, para avaliar as
empresas e sua capacidade operacional.
Lucro líquido
O lucro líquido é calculado subtraindo-se do lucro bruto a
quantia correspondente à depreciação do capital fixo (máquinas e equipamentos),
as despesas financeiras (pagamento de juros de empréstimos), além dos impostos
ao Estado. Parte do lucro líquido é paga em dinheiro para retirada dos sócios
ou em dividendos. Outra parte, destinada a ampliar o capital da empresa é
colocada num fundo de reserva.
Imobilizado
Bens e direitos destinados às atividades da empresa; terrenos,
edifícios, máquinas e equipamentos, veículos, móveis e utensílios, obras em
andamento para uso próprio, etc.
Investimento diferido
# Gastos de implantação e pré-operacionais;
# Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos;
# Gastos de implantação de sistemas e métodos;
# Gastos de reorganização ou reestruturação.
Imobilizado Residual s/ IR
Este valor quer dizer que ao final do período do projeto o teu
investimento poderá ser vendido a certo valor e este será o valor residual.
Depreciação
Reavaliação do valor dos equipamentos, considerando-se o
desgaste e o obsoletismo gerados pelo tempo e pelo uso.
Amortização
Redução gradual de uma dívida através de pagamentos periódicos
combinados entre o credor e o devedor; significa também a redução periódica de
certo percentual do valor de um ativo, no período de alguns anos; técnica
contábil; o termo é usado para designar as parcelas retiradas anualmente pelo
proprietário da empresa a fim de atender à depreciação de certos bens ativos,
como móveis, máquinas e equipamentos. Nas S.A., consiste na distribuição aos
acionaistas de quantias que lhes poderiam tocar no caso de liquidação da
companhia.
TMA (Taxa Mínima de Atratividade)
TMA é a taxa que os acionistas entendem ideal para remunerar o
seu capital. Em geral a TMA é superior à taxa média de aplicação no mercado
financeiro. Na avaliação de projetos mutuamente excludentes é a taxa utilizada
para descontar os fluxos de caixa. Portanto, cada empresa define o valor de sua
TMA, observando o Custo de Oportunidade, Liquidez do negócio e o Risco do
Negócio.
Duplicatas a receber
A duplicata é um título de crédito que o comerciante pode sacar
após a emissão da fatura de venda. É, portanto, um título constituído a partir
de uma negociação mercantil ou de prestação de serviços. A fatura é a origem, o
documento de comprovação da venda e da transferência do bem ao comprador, e a
duplicata representa a consolidação do crédito. A duplicata é um título que foi
feito para circular, portanto é possível a transferência do crédito que ela
representa por endosso. Também é possível exigir do comprador uma garantia
extra, através do aval.
Estoque não faturado
Produto acabado, todavia ainda não foi vendido ou faturado.
Capital circulante ativo
Capital circulante é a parte do capital destinada a despesas
operacionais, incluindo matérias-primas, salários, materiais auxiliares,
combustíveis, energia, estoques e dinheiro disponível imediatamente e a curto
prazo (em caixa e bancos). Nesse sentido, corresponde ao capital de giro e sua
magnitude é um indicador do grau de liquidez de uma empresa.
Em contabilidade, o capital circulante de uma empresa é
definido como a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante desta
empresa. É tudo que a empresa tem disponível em dinheiro e em estoques, menos
todas as suas obrigações, inclusive salários, no período de um ano.
CGL = Capital de Giro Líquido.
Parcela dos recursos de uma empresa representada pelo dinheiro
em caixa imediatamente disponível, por contas a receber imediatamente e a curto
prazo, e pelo estoque de produtos existentes.
Fluxo de caixa
É o processo de entrada e saída de dinheiro do caixa de uma
empresa decorente de pagamentos e recebimentos resultantes da compra e venda de
mercadorias e serviços.
Fluxo de caixa descontado
O fluxo de caixa descontado é um método para avaliar a riqueza
econômica de uma empresa dimensionada pelos benefícios de caixa a serem
agregados no futuro e descontados por uma taxa de atratividade que reflete o
custo de oportunidade dos provedores de capital.
A ideia subjancente a esta aboradagem de fluxos de caixa
futuros estimados é a consideração de que o valor do dinheiro hoje é mais
valioso do que o valor estimado no futuro, na medida em que uma estimativa pode
nao se concretizar e por isso têm um maior risco do que o dinheiro que no
"bolso".
PAYBACK
Método utilizado na avaliação econômico-financeira de projetos
que consiste em determinar o tempo necessário para a recuperação do capital
investido. Quanto mais longo o payback, menos atraente será um projeto. Ao
contrário, quanto mais curto for o payback, mais interessante (financeiramente)
será aplicar o capital no mesmo.
VPL (VALOR PRESENTE LÍQUIDO)
Uma das mais importantes decisões que um executivo pode tomar é
a decisão de investimento de capital. Essa decisão fundamental exige que se
gaste dinheiro agora para adquirir ativos de longa duração que serão uma fonte
de fluxos de caixa no futuro. Um programa bem-sucedido de investimento de
capital contribuirá positivamente para o desempenho financeiro da empresa por
muitos anos. Os executivos da empresa serão elogiados por sua habilidade na
identificação e execução de projetos potencialmente bem-sucedidos. Entretanto,
se o programa de investimento de capital fracassar, o desempenho da empresa
poderá ser afetado negativamente por muitos anos. Além disso, os fornecedores
de fundos da empresa – acionistas e credores – poderiam perder a confiança na
capacidade dos executivos da empresa de tomar boas decisões de investimento,
tornando-se relutantes em fornecer fundos adicionais no futuro.
O que é uma boa decisão de investimento? Do ponto de vista da
gestão financeira, uma boa decisão de investimento é aquela que eleva o valor
corrente de mercado das ações da empresa, criando, com isso, valor para os seus
proprietários. Uma decisão de investimento pode ter outros objetivos, mas os
executivos que ignoram o objetivo de criação de valor podem acabar prejudicando
tanto o futuro de suas empresas quanto as suas próprias perspectivas de
emprego.
VPL é o valor presente de futuros rendimentos em dinheiro,
descontados a uma taxa de juros adequada, menos o valor presente do custo do
investimento. O VPL é usado para se determinar quanto um projeto valeria hoje.
No cálculo, desconta-se o fluxo de caixa gerado pelo projeto usando uma taxa
representativa do risco que pode ser a taxa de juros (real) de mercado ou uma
taxa de atratividade que em geral é maior do que a primeira.
Em geral, um investimento deve ser aceito se o seu VPL é
positivo, e deve ser rejeitado se o seu VPL é negativo.
Em projetos avaliam-se os riscos e estudam-se alternativas e
opções, sendo por exemplo o abandono do projeto uma eventual saída. Entretanto
o resultado alcançado depende muito da probabilidade de que o projeto fracasse
ou tenha sucesso e da data em que esse fracasso ou sucesso será reconhecido.
Infelizmente é difícil fazer estimativas confiáveis desses eventos incertos. Um
enfoque alternativo é usar modelos de avaliação, mas exigem dados de difícil
obtenção e que geralmente são pouco confiáveis. Além disso, os projetos contêm
um grande número de opções implícitas, e seria quase impossível identificar e
avaliar todas elas. Na ausência de maneiras práticas e simples de avaliar tais
opções, nossa recomendação é lembrar que umda decisão de investimento não deve
basear-se em um único número – ou seja, seu valor presente líquido. Antes de
chegar a uma decisão, executivos devem fazer uma análise de sensibilidade para
identificar as opções mais claras que estão embutidas no projeto, procurando avaliá-las
e usar de bom senso. O valor presente líquido de um projeto sempre subestimará
o valor do projeto. Note que, quanto maior o número de opções embutidas no
projeto e mais alta for a probabilidade de que o valor do projeto seja sensível
à mudança de condições, maior será o valor dessas opções e também mais alto
será o valor do projeto de investimento.
TIR (Taxa interna de retorno)
Outro critério para avaliar uma proposta de investimento de
capital é a TIR, taxa interna de retorno, sendo ela a mais popular juntamente
com o VPL.
TIR corresponde à Internal Rate of Return e significa uma forma
de medir a rentabilidade de um investimento. A rentabilidade pode ser medida de
várias maneiras. A mais simples é a comparação entre os lucros coo uma
porcentagem do capital empregado para obtê-lo. No entanto, essa abordagem não
leva em conta o tempo necessário para o resultado. É claro que se o lucro
obtido por um capital for idêntico a outro da mesma magnitude, ele será
preferível se esse resultado ocorrer num número e anos (meses etc.) menor. Para
captar essa diferença, especialmente se considerarmos os investimentos em
projetos de longo prazo, é preferível usar uma abordagem que explicitamente
leve em consideração os períodos em que ocorrem os fluxos de caixa de um
projeto. Essa abordagem é denominada Taxa Interna de Retorno e pode ser
tecnicamente definida como Taxa de Desconto que torna o Valor Presente Líquido
(VPL) de um projeto igual a zero. Se a TIR for superior à taxa de desconto, o
investimento pode ser considerado viável.
Caso de estudo
Locação de veículo de frota
Vamos supor que você deve avaliar um projeto de renovação da
frota de veículos de sua empresa e que num primeiro momento você possua apenas
algumas poucas informações relacionadas aos custos mensais para se locar a
frota por 24 ou por 36 meses, veja:
Item (*)
|
Alternativa (a)
|
Alternativa (b)
|
N⁰ períodos
|
24
|
36
|
Valor mensal locação
|
950,00
|
800,00
|
Combustível
|
400,00
|
400,00
|
Seguro
|
150,00
|
150,00
|
Custo total mensal
|
1.500,00
|
1.350,00
|
(*) Valores mensais por veículo locado. Dando-se por descontado
que a análise entre compra e locação já tenha sido feita e que a decisão é a
locação da frota, além de que considera-se que toda a frota é composta por
veículos iguais.
Se avaliasse o desembolso mensal a melhor escolha seria a
alternativa (b), todavia esta opção é a que gera maior valor para a empresa?
Bem, neste caso fazendo-se uma análise de VPL, tem-se os seguintes valores:
Análise
|
Alternativa (a)
|
Alternativa (b)
|
VPL
|
-36.000
|
-48.600
|
Sendo o valor do VPL da alternativa (a) é menor do que o VPL da
alternativa (b) a melhor escolha neste caso é da alternativa (a). Isto significa que a escolha pela alternativa (a) é aquela que
gera mais valor para a empresa.
Agora, vamos avaliar questões que este problema pode trazer à
tona e que podem mudar completamente o cenário do projeto:
Quantos veículos compões a frota?
Qual é a utilização de cada veículo? Conseguiremos agrupá-los e
fazer uma análise por grupo de usuários?
No caso (a) a frota é substituída em 24 meses e no caso (b) em
36 meses. Qual é a estimativa de rodagem (km) por grupo de veículos? Em ambos
os casos quem ficará responsável pela manutenção e custos adicionais relativos
ao aumento de 12 meses de utilização do caso (a) para o caso (b)?
Se o contratado for responsável pela manutenção em ambos os
casos e por todas as despesas adicionais, então qual seria o valor da
mensalidade para que o VPL do caso (b) fosse igual ao VPL do caso (a)?
Para a última questão uma solução possível seria:
Item
|
Alternativa (a)
|
Alternativa (b)
|
VPL
|
-36.000
|
-36.000
|
N⁰ períodos
|
24
|
36
|
Valor mensal locação
|
950,00
|
450,00
|
Negociar com o fornecedor a redução do valor da locação mensal
por veículo de 800,00 para 449,94, caso (b). Sendo assim a melhor escolha seria
alternativa (b) que atende tanto o menor desembolso mensal quanto a criação de
valor para a empresa.
Avaliação
Econômica e Financeira de Projetos
O que é FAEBE?
Este termo é um acrônimo da combinação das palavras
FINANCIAL AND ECONOMIC BUSINESS EVALUATION, criadas pelo autor de forma aleatória
e com o objetivo de gerar um modelo no Microsoft Excel que pode ser usado por
diversas pessoas com o intuito de guiar, orientar e dirigir decisões combinadas
de Projetos. Este modelo permite que sejam integradas análises de valor do negócio
ao projeto, sendo que o processo de integração se dará pela análise holística
do projeto dentro da organização, respeitando os objetivos globais, a cultura e
as ferramentas institucionais.
Premissa: O modelo de estudo foi construído pelo prisma de uma organização privada e seguindo a cultura organizacional e os objetivos estratégicos da mesma.
Pense em integração
como equilibrar todos os processos nas áreas de conhecimento. Esses processos de gerenciamento de projetos não
ocorrem independentemente. Para terminar uma estimativa de custos, por exemplo,
é necessário levar em conta as reservas para riscos, o número de recursos no
projeto, o escopo sendo estimado etc.
Por exemplo, adicionar um novo recurso ao projeto pode exigir mudanças nos custos ou no cronograma. Ao lidar com cada situação que surge em um projeto, o gerente de projetos está integrando processos de gerenciamento de projetos.
O que há no FAEBE?
Todos os campos que são passíveis de edição estão marcados de
amarelo e podem ou não ser preenchidos, dependendo do objetivo da análise que
você deseja fazer.
A seguir estão as imagens das planilhas que compõem o modelo de
análise.
Capa - FAEBE
Descritivo resumido do projeto – FAEBE
Investimento do projeto – FAEBE
Projeções – FAEBE
Demonstração do Resultado do Exercício - FAEBE
DRE por grupo de Custos – FAEBE
Fluxo de Caixa – FAEBE
Quadro geral de análise – FAEBE
Referências
PMBOK 5th. Publicado por: Project Management
Institute, inc. / Ano: 2013 / Local: Pennsylvania-USA
Livro Análise e Viabilidade de Projetos de
Investimento. Autor: Paulo Brito / Editora: Editora Atlas S.A. / Ano: 2003 / Local:
São Paulo
Avaliação Econômico Financeira de Projetos. Autor:
Luciano Mazza / Editora: ABM - Associação Brasileira de Metarlurgia, Materiais
e Mineração / Ano: 2013 / Local: São Paulo
Finanças Corporativas. Autor: José Carlos
Franco de Abreu Filho, Cristóvão Pereira de Souza, Danilo Americo Gonçales, Marcus Vinícius
Quintella Cury / Editora: FGV Management / Ano: 2008 / Local: Rio de Janeiro
Matemática Financeira. Autor: George Joseph
Boggiss, Luís Geraldo Mendonça, Luiz Alfredo Rodrigues Gaspar, Marcos Guilherme
Heringer. Editora: FGV Management / Ano: 2012 / Local: Rio de Janeiro
Taming change with portfolio management. Autor:
Pat Durbin, Terry Doerscher. Editora:
Greenleaf Book Group Press / Ano: 2010 / Local: Austin, Texas
Preparatório para o exame de PMP. Autor: Rita
Mulcahy, PMP / Editora: RMC Publications, Inc. / Ano: 2009 / Local: EUA
Dicionário de Administração e Finanças. Autor:
Paulo Sandroni / Editora: Record / Ano: 2008 / Local: Rio de Janeiro
Finanças para executivos, gestão para a
criação de valor. Autor: Gabriel Hawawini, Claude Viallet / Editora: Cengage
Learning / Ano: 2010 / Local: São Paulo
Revista Mundo Project Management. Editora: MPM
PROJECT MANAGEMENT / Ano JUN/JUL
2014 / N⁰57
Espero sinceramente que este modelo possa contribuir para proporcionar uma melhor administração e planejamento de ações para realização de projetos nas organizações.
Prof. Leonardo DAVID
Novembro de 2014










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