domingo, 9 de novembro de 2014

Viabilidade em Projetos

Visão


Ao final do curso o aluno será capaz de compreender os conceitos gerais de análise de viabilidade e integração de projetos aproximando a teoria e a prática.
o    Viabilidade Econômico-Financeira de Projetos
o    Conceitos de Análise de Investimentos
o    Métodos de Avaliação de Investimentos
o    Análise de Investimentos sob Incerteza
o    Ferramentas de apoio para Estudo de Viabilidade Econômica dos Projetos

Valores



Exercer com honra e dignidade a nossa nobre profissão. Que o trabalho, a eficiência e a honestidade sejam a inspiração em nossa vida profissional, para que sejam nosso nome e nossa arte respeitados entre os homens.

“Quem se apaixona pela prática sem a teoria é como um timoneiro, que ao embarcar em um navio, sabe como ir embora, mas não sabe aonde vai chegar.”
Leonardo Da Vinci, Século XV


Introdução


Aqui resumidamente se apresentam conceitos e indicações de obras onde você poderá buscar e aprofundar conhecimento, sendo assim este material tem o intuito de ser um guia e não se abstém de equívocos que são de absoluta e inteira responsabilidade do autor.

Na busca de partilhar com os colgas erros e acertos cometidos ao longo de quase duas décadas trabalhando em projetos, procuro superar os velhos paradigmas do mundo acadêmico para que seja levado à discussão e questionado velhos hábitos profissionais. Sendo que o início de toda e qualquer atividade se dá pela realização de um projeto que por definição tem escopo exclusivo, data para iniciar e para terminar. A grande questão por trás deste material é fazer que o aluno pudesse questionar e também pudesse questionar o sistema, ou melhor, o projeto em que está ou esteve de algum modo inserido.

Primeiramente, gostaria que você se questionasse se realmente acredita na necessidade de medir resultados em projetos. Acredito que a sua resposta seria: É óbvio que acredito! Pois bem, daí nasce questões que você deveria se interessar. Citarei apenas quatro, todavia acredito que existam muitas variáveis, dependendo do segmento e da complexidade dos projetos em que você esteja inserido.
1.  Você utiliza os dados fornecidos pela contabilidade ou pela controladoria para te proporcionar um feedback consistente sobre aquilo que havia planejado ou simplesmente os vê como dados que não servem para nada daquilo que você realmente deve produzir com o seu projeto?
2.  Você conhece bem os critérios que são utilizados para se atingir as metas estabelecidas?
3.  Você utiliza sistemas informatizados que “vestem” os seus processos ou são os seus processos que “vestem” os sistemas informatizados adquiridos pela empresa?
4.  Você pessoalmente se envolve ou se apoia nos analistas de recursos humanos para ter contato com a equipe do teu projeto, isto quer dizer os funcionários da sua empresa, os seus fornecedores, os seus clientes e os acionistas ou patrocinadores? Lembre-se uma empresa não existe sem pessoas.
Aproveito para citar uma frase lida no livro Criando uma Organização Dirigida por Valores de Richard Barrett: “Empresas não mudam, são as pessoas que mudam as empresas.”


 “Nas últimas décadas, o mundo tem passado por profundas e aceleradas transformações sociais e econômicas, influenciadas principalmente pelas – consequências da globalização, das redefinições geopolíticas e do avanço científico. Prahalad e Ramaswamy (2004) consideram esse movimento uma transformação produnda e silenciosa da sociedade:

       Ao mesmo tempo, a competição intensifica-se e as margens de lucro encolhem. Os gestores não mais podem concentrar-se exclusivamente nos custos, na qualidade dos produtos e processos, na velocidade e na eficiência. Para alcançar crescimento lucrativo também devem buscar novas fontes de inovação e criatividade (PRAHALAD; RAMASWAMY, 2004).

Uma Pesquisa global divulgada pela consultoria PwC confirma o que vem sendo observado no mercado, em que a preocupação em inovar faz parte das conversas executivas. Dos 264 presidentes de empresas ouvidos pela PwC no mundo todo em maio de 2013, 97% consideram prioridade investir em inovação.

Segundo esse levantamento, a Ásia-Pacífico e a América do Norte detêm a maior preocupação quanto à inovação. Nessas regiões, todos os presidentes entrevistados disseram que essa é uma área importante em suas empresas.

A agilidade, a facilidade de adaptação e a capacidade de oferecer novos produtos e serviços tornam-se vantagens competitivas importantes e, em alguns casos, pré-requisitos para a sobrevivência das empresas aptas a navegar na complexidade do ambiente de negócios e da natureza dos projetos. Para Porter (1993), as empresas não terão êxito se não baseiam suas estratégias na melhoria e na inovação, numa disposição de competir e no conhecimento realista de seu ambiente. Segundo estudo (PULSE OF THE PROFESSION IN-DEPTH REPORT, 2012), as práticas de gerenciamento, características de organizações ágeis, têm possibilitado que essas organizações atinjam resultados 60% positivos frente aos 27% das demais empresas nas suas iniciativas inovadoras. Esse mesmo estudo indica que os principais caminhos para aperfeiçoar a agilidade da organização passam por implementar melhores práticas de gestão de mudanças, gestão de riscos e pela padronização das práticas de gestão de portfólio e de projetos.

Inovação não é um tema novo nas organizações, particularmente nas que dependem fortemente de setores de pesquisa, desenvolvimento e inovação para crescerem ou mesmo se manterem no mercado. Contudo o crescimento das oportunidades por um lado e da competitividade do mercado por outro levam as organizações a repensarem suas abordagens, visando amplificar o impacto junto aos clientes, reduzir o ciclo de vida do desenvolvimento e otimizar os investimentos necessários.” Revista Mundo Project Management, Jun & Jul / 2014

Conceitos

Receita

Em termos contábeis, é a soma de todos os valores recebidos em dado espaço de tempo (um dia, um mês, um ano). Numa epresa comercial, a receita é formada pelas vendas à vista, pela parte recebida referente às vendas a crédito e pelos eventuais rendimentos de aplicações financeiras. No orçamento público, receita é a soma das arrecadações de impostos, taxas contribuições, multas etc. Os rendimentos de fonte certa compõem a receita ordinária, enquanto os incertos ou eventuais formam a receita extraordinária.

Imposto s/Vendas

Valores pagos obrigatoriamente ao Estado e que devem reverter à coletividade sob forma de produtos e serviços de interesse geral como: transporte, educação, as’ude, segurança etc.

Custos

Os custos podem ser classificados de diversas maneiras, de acordo com sua finalidade.

Custos Fixos

Custos fixos são aqueles que não sofrem alteração de valor em caso de aumento ou diminuição da produção. Independem, portanto, do nível de atividade, conhecidos também como custo de estrutura.
Exemplos:
#  Limpeza e Conservação
 Aluguéis de Equipamentos e Instalações
#  Salários da Administração
#  Segurança e Vigilância
Possíveis variações na produção não irão afetar os gastos acima, que já estão com seus valores fixados. Por isso chamamos de custos fixos.

Custos Variáveis

Classificamos como custos variáveis aqueles que variam proporcionalmente de acordo com o nível de produção ou atividades. Seus valores dependem diretamente do volume produzido ou volume de vendas efetivado num determinado período.
Exemplos:
#  Salário dos operários (mão-de-obra direta)
#  Matérias-Primas
#  Comissões de Vendas
#  Insumos produtivos (Água, Energia)

Margem de contribuição

É a diferença entre o preço de venda de um produto e seu custo variável. Isto é, cada real da margem contribui para a cobertura dos custos fixos, os quais dependendo do volume de vendas, podem ser ultrapassados, sendo gerados, nesse caso, lucros à empresa.

Despesas administrativas e comerciais

Administrativas – que decorrem do esforço desenvolvido pela empresa no sentido de cumprir eficazmente as suas funções administrativas de planejamento, organização e controle.

Comerciais – que resultam da atividade que a empresa desenvolve com o objetivo de colocar mercadorias e serviços ao alcance do consumidor, influenciando, ao mesmo tempo, as suas decisões de compra.

Lucro operacional

Lucro decorrente das operações produtivas de uma empresa. Os lucros não-operacionais são geralmente devidos aos ganhos financeiros - por aplicação de recursos no mercado financeiro - durante um determinado exercício.

EBITDA

A sigla EBITDA corresponde ao nome em inglês “Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization”. Em português, significa “Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização”, também conhecido como LAJIDA. É um conceito de geração bruta operacional de lucro. Não considerando resultados não-operacionais e adiciona ao Lucro Operacional as depreciações e amortizações.

Em resumo, o Ebitda é o Lucro Operacional mais as depreciações e amortizações.
O EBITDA foi criado com a finalidade de mostrar aos acionistas e investidores o potencial de geração de caixa de uma empresa e o potencial de um negócio. Esse índice busca espelhar o montante de recursos financeiros gerado pelos ativos operacionais, ou melhor, em outras palavras procura mostrar que se o negócio explorado pela empresa é lucrativo ou não.

Esse índice vem sendo cada vez mais utilizado, para avaliar as empresas e sua capacidade operacional.

Lucro líquido

O lucro líquido é calculado subtraindo-se do lucro bruto a quantia correspondente à depreciação do capital fixo (máquinas e equipamentos), as despesas financeiras (pagamento de juros de empréstimos), além dos impostos ao Estado. Parte do lucro líquido é paga em dinheiro para retirada dos sócios ou em dividendos. Outra parte, destinada a ampliar o capital da empresa é colocada num fundo de reserva.

Imobilizado

Bens e direitos destinados às atividades da empresa; terrenos, edifícios, máquinas e equipamentos, veículos, móveis e utensílios, obras em andamento para uso próprio, etc.

Investimento diferido

#  Gastos de implantação e pré-operacionais;
#  Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos;
#  Gastos de implantação de sistemas e métodos;
#  Gastos de reorganização ou reestruturação.

Imobilizado Residual s/ IR

Este valor quer dizer que ao final do período do projeto o teu investimento poderá ser vendido a certo valor e este será o valor residual.

Depreciação

Reavaliação do valor dos equipamentos, considerando-se o desgaste e o obsoletismo gerados pelo tempo e pelo uso.

Amortização

Redução gradual de uma dívida através de pagamentos periódicos combinados entre o credor e o devedor; significa também a redução periódica de certo percentual do valor de um ativo, no período de alguns anos; técnica contábil; o termo é usado para designar as parcelas retiradas anualmente pelo proprietário da empresa a fim de atender à depreciação de certos bens ativos, como móveis, máquinas e equipamentos. Nas S.A., consiste na distribuição aos acionaistas de quantias que lhes poderiam tocar no caso de liquidação da companhia.

TMA (Taxa Mínima de Atratividade)

TMA é a taxa que os acionistas entendem ideal para remunerar o seu capital. Em geral a TMA é superior à taxa média de aplicação no mercado financeiro. Na avaliação de projetos mutuamente excludentes é a taxa utilizada para descontar os fluxos de caixa. Portanto, cada empresa define o valor de sua TMA, observando o Custo de Oportunidade, Liquidez do negócio e o Risco do Negócio.

Duplicatas a receber

A duplicata é um título de crédito que o comerciante pode sacar após a emissão da fatura de venda. É, portanto, um título constituído a partir de uma negociação mercantil ou de prestação de serviços. A fatura é a origem, o documento de comprovação da venda e da transferência do bem ao comprador, e a duplicata representa a consolidação do crédito. A duplicata é um título que foi feito para circular, portanto é possível a transferência do crédito que ela representa por endosso. Também é possível exigir do comprador uma garantia extra, através do aval.

Estoque não faturado

Produto acabado, todavia ainda não foi vendido ou faturado.

Capital circulante ativo

Capital circulante é a parte do capital destinada a despesas operacionais, incluindo matérias-primas, salários, materiais auxiliares, combustíveis, energia, estoques e dinheiro disponível imediatamente e a curto prazo (em caixa e bancos). Nesse sentido, corresponde ao capital de giro e sua magnitude é um indicador do grau de liquidez de uma empresa.
Em contabilidade, o capital circulante de uma empresa é definido como a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante desta empresa. É tudo que a empresa tem disponível em dinheiro e em estoques, menos todas as suas obrigações, inclusive salários, no período de um ano.

CGL = Capital de Giro Líquido.

Parcela dos recursos de uma empresa representada pelo dinheiro em caixa imediatamente disponível, por contas a receber imediatamente e a curto prazo, e pelo estoque de produtos existentes.

Fluxo de caixa

É o processo de entrada e saída de dinheiro do caixa de uma empresa decorente de pagamentos e recebimentos resultantes da compra e venda de mercadorias e serviços.

Fluxo de caixa descontado

O fluxo de caixa descontado é um método para avaliar a riqueza econômica de uma empresa dimensionada pelos benefícios de caixa a serem agregados no futuro e descontados por uma taxa de atratividade que reflete o custo de oportunidade dos provedores de capital.
A ideia subjancente a esta aboradagem de fluxos de caixa futuros estimados é a consideração de que o valor do dinheiro hoje é mais valioso do que o valor estimado no futuro, na medida em que uma estimativa pode nao se concretizar e por isso têm um maior risco do que o dinheiro que no "bolso".

PAYBACK

Método utilizado na avaliação econômico-financeira de projetos que consiste em determinar o tempo necessário para a recuperação do capital investido. Quanto mais longo o payback, menos atraente será um projeto. Ao contrário, quanto mais curto for o payback, mais interessante (financeiramente) será aplicar o capital no mesmo.

VPL (VALOR PRESENTE LÍQUIDO)

Uma das mais importantes decisões que um executivo pode tomar é a decisão de investimento de capital. Essa decisão fundamental exige que se gaste dinheiro agora para adquirir ativos de longa duração que serão uma fonte de fluxos de caixa no futuro. Um programa bem-sucedido de investimento de capital contribuirá positivamente para o desempenho financeiro da empresa por muitos anos. Os executivos da empresa serão elogiados por sua habilidade na identificação e execução de projetos potencialmente bem-sucedidos. Entretanto, se o programa de investimento de capital fracassar, o desempenho da empresa poderá ser afetado negativamente por muitos anos. Além disso, os fornecedores de fundos da empresa – acionistas e credores – poderiam perder a confiança na capacidade dos executivos da empresa de tomar boas decisões de investimento, tornando-se relutantes em fornecer fundos adicionais no futuro.

O que é uma boa decisão de investimento? Do ponto de vista da gestão financeira, uma boa decisão de investimento é aquela que eleva o valor corrente de mercado das ações da empresa, criando, com isso, valor para os seus proprietários. Uma decisão de investimento pode ter outros objetivos, mas os executivos que ignoram o objetivo de criação de valor podem acabar prejudicando tanto o futuro de suas empresas quanto as suas próprias perspectivas de emprego.

VPL é o valor presente de futuros rendimentos em dinheiro, descontados a uma taxa de juros adequada, menos o valor presente do custo do investimento. O VPL é usado para se determinar quanto um projeto valeria hoje. No cálculo, desconta-se o fluxo de caixa gerado pelo projeto usando uma taxa representativa do risco que pode ser a taxa de juros (real) de mercado ou uma taxa de atratividade que em geral é maior do que a primeira.
Em geral, um investimento deve ser aceito se o seu VPL é positivo, e deve ser rejeitado se o seu VPL é negativo.

Em projetos avaliam-se os riscos e estudam-se alternativas e opções, sendo por exemplo o abandono do projeto uma eventual saída. Entretanto o resultado alcançado depende muito da probabilidade de que o projeto fracasse ou tenha sucesso e da data em que esse fracasso ou sucesso será reconhecido. Infelizmente é difícil fazer estimativas confiáveis desses eventos incertos. Um enfoque alternativo é usar modelos de avaliação, mas exigem dados de difícil obtenção e que geralmente são pouco confiáveis. Além disso, os projetos contêm um grande número de opções implícitas, e seria quase impossível identificar e avaliar todas elas. Na ausência de maneiras práticas e simples de avaliar tais opções, nossa recomendação é lembrar que umda decisão de investimento não deve basear-se em um único número – ou seja, seu valor presente líquido. Antes de chegar a uma decisão, executivos devem fazer uma análise de sensibilidade para identificar as opções mais claras que estão embutidas no projeto, procurando avaliá-las e usar de bom senso. O valor presente líquido de um projeto sempre subestimará o valor do projeto. Note que, quanto maior o número de opções embutidas no projeto e mais alta for a probabilidade de que o valor do projeto seja sensível à mudança de condições, maior será o valor dessas opções e também mais alto será o valor do projeto de investimento.

TIR (Taxa interna de retorno)

Outro critério para avaliar uma proposta de investimento de capital é a TIR, taxa interna de retorno, sendo ela a mais popular juntamente com o VPL.
TIR corresponde à Internal Rate of Return e significa uma forma de medir a rentabilidade de um investimento. A rentabilidade pode ser medida de várias maneiras. A mais simples é a comparação entre os lucros coo uma porcentagem do capital empregado para obtê-lo. No entanto, essa abordagem não leva em conta o tempo necessário para o resultado. É claro que se o lucro obtido por um capital for idêntico a outro da mesma magnitude, ele será preferível se esse resultado ocorrer num número e anos (meses etc.) menor. Para captar essa diferença, especialmente se considerarmos os investimentos em projetos de longo prazo, é preferível usar uma abordagem que explicitamente leve em consideração os períodos em que ocorrem os fluxos de caixa de um projeto. Essa abordagem é denominada Taxa Interna de Retorno e pode ser tecnicamente definida como Taxa de Desconto que torna o Valor Presente Líquido (VPL) de um projeto igual a zero. Se a TIR for superior à taxa de desconto, o investimento pode ser considerado viável.

Caso de estudo

Locação de veículo de frota

Vamos supor que você deve avaliar um projeto de renovação da frota de veículos de sua empresa e que num primeiro momento você possua apenas algumas poucas informações relacionadas aos custos mensais para se locar a frota por 24 ou por 36 meses, veja:

Item (*)
Alternativa (a)
Alternativa (b)
N períodos
24
36
Valor mensal locação
950,00
800,00
Combustível
400,00
400,00
Seguro
150,00
150,00
Custo total mensal
1.500,00
1.350,00

(*) Valores mensais por veículo locado. Dando-se por descontado que a análise entre compra e locação já tenha sido feita e que a decisão é a locação da frota, além de que considera-se que toda a frota é composta por veículos iguais.

Se avaliasse o desembolso mensal a melhor escolha seria a alternativa (b), todavia esta opção é a que gera maior valor para a empresa? Bem, neste caso fazendo-se uma análise de VPL, tem-se os seguintes valores:

Análise
Alternativa (a)
Alternativa (b)
VPL
-36.000
-48.600

Sendo o valor do VPL da alternativa (a) é menor do que o VPL da alternativa (b) a melhor escolha neste caso é da alternativa (a). Isto significa que a escolha pela alternativa (a) é aquela que gera mais valor para a empresa.

Agora, vamos avaliar questões que este problema pode trazer à tona e que podem mudar completamente o cenário do projeto:

Quantos veículos compões a frota?

Qual é a utilização de cada veículo? Conseguiremos agrupá-los e fazer uma análise por grupo de usuários?

No caso (a) a frota é substituída em 24 meses e no caso (b) em 36 meses. Qual é a estimativa de rodagem (km) por grupo de veículos? Em ambos os casos quem ficará responsável pela manutenção e custos adicionais relativos ao aumento de 12 meses de utilização do caso (a) para o caso (b)?

Se o contratado for responsável pela manutenção em ambos os casos e por todas as despesas adicionais, então qual seria o valor da mensalidade para que o VPL do caso (b) fosse igual ao VPL do caso (a)?

Para a última questão uma solução possível seria:

Item
Alternativa (a)
Alternativa (b)
VPL
-36.000
-36.000
N períodos
24
36
Valor mensal locação
950,00
450,00

Negociar com o fornecedor a redução do valor da locação mensal por veículo de 800,00 para 449,94, caso (b). Sendo assim a melhor escolha seria alternativa (b) que atende tanto o menor desembolso mensal quanto a criação de valor para a empresa.

Avaliação Econômica e Financeira de Projetos

O que é FAEBE?

Este termo é um acrônimo da combinação das palavras FINANCIAL AND ECONOMIC BUSINESS EVALUATION, criadas pelo autor de forma aleatória e com o objetivo de gerar um modelo no Microsoft Excel que pode ser usado por diversas pessoas com o intuito de guiar, orientar e dirigir decisões combinadas de Projetos. Este modelo permite que sejam integradas análises de valor do negócio ao projeto, sendo que o processo de integração se dará pela análise holística do projeto dentro da organização, respeitando os objetivos globais, a cultura e as ferramentas institucionais. 

Premissa: O modelo de estudo foi construído pelo prisma de uma organização privada e seguindo a cultura organizacional e os objetivos estratégicos da mesma.


Pense em integração como equilibrar todos os processos nas áreas de conhecimento. Esses processos de gerenciamento de projetos não ocorrem independentemente. Para terminar uma estimativa de custos, por exemplo, é necessário levar em conta as reservas para riscos, o número de recursos no projeto, o escopo sendo estimado etc.

Por exemplo, adicionar um novo recurso ao projeto pode exigir mudanças nos custos ou no cronograma. Ao lidar com cada situação que surge em um projeto, o gerente de projetos está integrando processos de gerenciamento de projetos.

O que há no FAEBE?

Todos os campos que são passíveis de edição estão marcados de amarelo e podem ou não ser preenchidos, dependendo do objetivo da análise que você deseja fazer.
A seguir estão as imagens das planilhas que compõem o modelo de análise.

Capa - FAEBE


Descritivo resumido do projeto – FAEBE


Investimento do projeto – FAEBE


Projeções – FAEBE


Demonstração do Resultado do Exercício - FAEBE


DRE por grupo de Custos – FAEBE


Fluxo de Caixa – FAEBE


Quadro geral de análise – FAEBE




Referências

  PMBOK 5th. Publicado por: Project Management Institute, inc. / Ano: 2013 / Local: Pennsylvania-USA
  Livro Análise e Viabilidade de Projetos de Investimento. Autor: Paulo Brito / Editora: Editora Atlas S.A. / Ano: 2003 / Local: São Paulo
  Avaliação Econômico Financeira de Projetos. Autor: Luciano Mazza / Editora: ABM - Associação Brasileira de Metarlurgia, Materiais e Mineração / Ano: 2013 / Local: São Paulo
  Finanças Corporativas. Autor: José Carlos Franco de Abreu Filho, Cristóvão Pereira de Souza,       Danilo Americo Gonçales, Marcus Vinícius Quintella Cury / Editora: FGV Management / Ano: 2008 /     Local: Rio de Janeiro
  Matemática Financeira. Autor: George Joseph Boggiss, Luís Geraldo Mendonça, Luiz Alfredo Rodrigues Gaspar, Marcos Guilherme Heringer. Editora: FGV Management / Ano: 2012 / Local:      Rio de Janeiro
  Taming change with portfolio management. Autor: Pat Durbin, Terry Doerscher. Editora:     Greenleaf Book Group Press / Ano: 2010 / Local: Austin, Texas
  Preparatório para o exame de PMP. Autor: Rita Mulcahy, PMP / Editora: RMC Publications, Inc. /     Ano: 2009 / Local: EUA
  Dicionário de Administração e Finanças. Autor: Paulo Sandroni / Editora: Record / Ano: 2008 /     Local: Rio de Janeiro
  Finanças para executivos, gestão para a criação de valor. Autor: Gabriel Hawawini, Claude Viallet / Editora: Cengage Learning / Ano: 2010 / Local: São Paulo
  Revista Mundo Project Management. Editora: MPM PROJECT MANAGEMENT / Ano      JUN/JUL 2014 / N57



Espero sinceramente que este modelo possa contribuir para proporcionar uma melhor administração e planejamento de ações para realização de projetos nas organizações.


Prof. Leonardo DAVID
Novembro de 2014


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